• 25 JUL 16
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    Alimentação saudável no controle do colesterol ruim

    Controle da dieta é medida substancial para evitar complicações.

    Por Redação – O Debate: o seu portal de notícias

    Atualmente o colesterol alto é considerado um dos principais inimigos da saúde – associado ao desenvolvimento de doenças crônicas, principalmente as cardiovasculares, a substância é um mal recorrente da população adulta, especialmente nos grandes centros urbanos. De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, através da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/2013), somente no Brasil, 18.4 milhões de adultos foram diagnosticados com o problema.

    E a prevalência da patologia se dá na parcela mais idosa da população, especialmente entre as mulheres – a ocorrência do problema entre elas é de 12,5% contra 9,7% entre os homens. O distúrbio é reflexo principalmente dos maus hábitos alimentares decorrentes da vida moderna: o consumo excessivo de gorduras e produtos industrializados colaboram para o aumento do temido LDL – ou “colesterol ruim” – esse problema silencioso é importante fator de risco para o surgimento de problemas renais, problemas do coração e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Justamente por isso, o controle da dieta é a principal recomendação médica para controlar a condição e prevenir possíveis complicações.

    Entendendo o colesterol O colesterol ruim: O LDL é responsável por levar o colesterol do fígado para diversos tecidos do corpo, o grande problema, que o torna o “algoz” da saúde é que, em excesso, pode provocar o entupimento de artérias. O colesterol bom: O HDL faz exatamente o contrário – captura o excesso de colesterol no sangue e o transporta para o fígado, facilitando a devida utilização e eliminação do excedente no organismo. O tratamento do colesterol varia muito de acordo com as particularidades do indivíduo, porém em todos os casos, existe o consenso de que a alimentação saudável é a principal medida para controlar (e prevenir) a prevalência do LDL. A boa notícia é que muitos alimentos são capazes de baixar as taxas do colesterol ruim e aumentar o colesterol bom. Veja quais: Fibras: as fibras insolúveis são capazes de formar uma espécie de gel no organismo. Essa substância reduz a absorção de gorduras e, consequentemente, contribui para redução do LDL. De acordo com a nutricionista “o farelo de trigo, semente de linhaça e o feijão são ótimas fontes desse tipo de fibra. Porém, é importante consumi-las dentro da recomendação diária e beber bastante água.” – explica. Flavonóides: esses compostos bioativos possuem grande poder antioxidante capaz de reduzir a oxidação do colesterol ruim nos vasos sanguíneos, além de reduzir a própria circulação do LDL. “Os flavonóides estão presentes em diversos alimentos de origem vegetal como por exemplo frutas como a laranja, morango e maçã; vegetais de folha escura como o brócolis e o espinafre, oleaginosas como castanhas, e até mesmo no chá verde.” – exemplifica Sinara. Fitoesteróis: componente estrutural de boa parte dos vegetais, essa substância tem um papel excepcional no combate ao colesterol ruim: sua similaridade com a estrutura do LDL faz com que, quando consumido, ocorra uma competição pela absorção de ambas substâncias, provocando uma diminuição da absorção do LDL e contribuindo para sua eliminação nas fezes. Presente em diversos alimentos como cereais e grãos integrais, óleos vegetais, frutas e oleaginosas, seu consumo adequado pode ser uma tarefa árdua “Para se ter uma ideia, a alimentação do brasileiro normalmente oferta apenas 100 microgramas de fitoesteróis ao dia, quando o recomendado é que o consumo fique entre 1g e 3g/dia. Ingeri-los através da alimentação é uma tarefa praticamente impossível, seria necessário por exemplo, comer cerca de 900 gramas de nozes por dia para suprir essa

    quantidade. Uma alternativa viável é incluir na dieta produtos enriquecidos com fitoesteróis, como iogurtes, margarinas e até mesmo suplementos que auxiliam a incrementar o aporte dessa substância.”

    Peixes: uma boa opção para substituir a carne vermelha é incluir peixes na dieta. A carne desse animal é pobre em gordura saturada e rica em gorduras “boas”. O consumo de espécies ricas em Ômega 3 e 6 são cada vez mais associadas à redução do colesterol ruim e manutenção do colesterol bom. “Peixes como o salmão, atum, sardinha e truta são uma ótima opção de proteína para aqueles que desejam controlar o colesterol, possuem alta concentração de gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas além de diversas vitaminas e sais minerais. Incluí-los duas vezes por semana na dieta é uma alternativa saudável à carnes mais gordurosas.”

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